Projéteis ogivais x projéteis expansivos

Já vimos que, ao contrário do senso comum, munições expansivas não produzem um “impacto” significativamente diferente do que as munições ogivais. E quanto à lesão? Há diferenças? Acredite, externamente a única diferença perceptível é que as bordas da lesão produzidas por ALGUMAS munições expansivas são mais bem definidas do que as bordas das lesões produzidas por lesões ogivais, como se a ponta oca tivesse “cortado” melhor a pele. Isso se deve à quina viva formada na ponta dessas munições, como a Gold, por exemplo. Já as munições EXPO convencionais de calibre .38 SPL não apresentam bordas tão bem definidas, justamente porque a ponta oca apresenta bordas arredondadas, não “cortando” a pele tão bem… Outro fato interessante é que as munições Gold e Cooper apresentaram diâmetro de entrada inferior ao diâmetro do projétil, mesmo conseguindo cortar melhor! A explicação é que, por causa da sua elasticidade, a pele se deforma com a passagem do restante do projétil mas não se rompe. Como a ponta do projétil obviamente apresenta diâmetro menor do que do corpo, o resultado é um orifício de entrada nitidamente menor também.

Veja na imagem acima um experimento mostrando dois orifícios de entrada, um produzido por projétil ogival e outro produzido por projétil ponta-oca, ambos em calibre .45 ACP. Note que, ao contrário do que se imagina, a munição expansiva não produz um “rombo” na entrada, como normalmente observamos quando atiramos diretamente na argila. Percebemos também que não há relação direta entre o diâmetro do projétil e o diâmetro do orifício de entrada. Os dados estão compliados na tabela. Isso se deve a vários fatores, dentre eles ao tipo de projétil e elasticidade da pele. Ressalto que por enquanto estamos falando apenas externamente. E quanto à lesão interna? Veremos em breve como fica!

Deixe uma resposta